O nosso leite, à nossa mesa.

 

 

Porquê beber leite?

Rico em nutrientes e micronutrientes, versátil e fácil de levar para todo o lado, o leite é uma excelente solução para a alimentação de todos, todos os dias.

O leite é um alimento de elevada densidade nutricional, de reconhecida importância numa alimentação saudável. A Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão diária de duas a três doses de leite ou derivados – 18% da alimentação.

Natural, versátil e saboroso, o leite oferece uma excelente relação entre nutrientes essenciais e valor calórico. Além disso, pode ser facilmente consumido em qualquer lugar e de diversas formas, adaptando-se ao estilo de vida dos nossos dias.

Tenha-o sempre por perto. Beba-o simples ou acrescente-lhe o que mais gosta. Ao acordar ou ao deitar. Gordo, magro, meio-gordo, com aromas, enriquecido ou sem lactose, o leite adapta-se à sua dieta e aos seus gostos. É só escolher, desfrutar e repetir.

Os nutrientes do leite

Vitaminas

O leite é uma grande fonte de:

Vitamina A

Fundamental para o desempenho de funções como o crescimento, o funcionamento do sistema imunitário e os órgãos reprodutores. Contribui para a formação dos ossos e dos dentes, melhora a visão e protege a pele e as mucosas de infeções.

Vitamina B2 (riboflavina) e Vitamina B12

Estão envolvidas na produção de energia, são essenciais para a produção e o equilíbrio das células sanguíneas e das hormonas.

Minerais

O leite é uma fonte valiosa de:

Calcio

Um nutriente fundamental para a formação dos ossos e dos dentes e regula várias funções metabólicas. O cálcio existente no leite e derivados é mais biodisponível e melhor absorvido pelo organismo. A proteína e o potássio, também presentes neste alimento, ajudam a essa absorção.

Quando a ingestão de cálcio é inferior às doses recomendadas (por idade e sexo), o organismo tem de recorrer às reservas de cálcio no esqueleto, provocando uma diminuição de massa óssea.

Iodo

250 ml de leite fornecem cerca de µg de iodo, mineral importante para a síntese de hormonas produzidas pela tiroide. Durante a gravidez e lactação, a ingestão de iodo é fundamental para o sistema nervoso do bebé.

Fornece ainda minerais como potássio, zinco, fósforo e magnésio, que têm uma função importante no crescimento de ossos e tecidos, no transporte de nutrientes e no adequado funcionamento do organismo

Proteínas

O leite é fonte de duas proteínas com elevado valor biológico e ricas em aminoácidos: a proteína do soro e a caseína.

Proteína do soro

A proteína do soro (20% da proteína do leite) é a proteína com maior quantidade de leucina disponível na alimentação e é essencial para o aumento e manutenção da massa muscular.

Caseína

A caseína (80% da proteína do leite) tem uma velocidade de absorção mais lenta que permite que o nível de aminoácidos em circulação se mantenha estável durante mais tempo, complementando assim a atuação da proteína do soro.

Necessidades ao longo da vida

Pelo seu enorme valor nutricional, o leite deve ser privilegiado na alimentação diária de crianças e adultos de todas as idades, em todas as fases da vida.

A investigação e desenvolvimento têm permitido uma evolução do leite e, graças a isso, existem hoje soluções nutricionais adaptadas às várias etapas de crescimento (leites enriquecidos) ou a estados fisiológicos específicos (por exemplo, leites sem lactose).

Infância

O leite de vaca pode ser introduzido na alimentação das crianças a partir dos 12 meses. Atualmente, existem leites nutricionalmente adaptados às várias etapas do crescimento: enriquecidos em cálcio, vitamina D, ferro, entre outros.

Em fase de crescimento, formação óssea e dentária e desenvolvimento neurológico, aumentam as necessidades de nutrientes como o cálcio e o fósforo, proteínas de alto valor biológico e vitaminas.

Adolescência

A adolescência é um período de crescimento abrupto em que as necessidades nutricionais aumentam substancialmente.

As proteínas, as vitaminas do complexo B e minerais como o cálcio são essenciais para garantir o correto e harmonioso desenvolvimento neurológico, físico e hormonal.

Idade adulta

Por volta dos 30 anos, atinge-se o pico de massa óssea. No entanto, é necessário continuar a responder às necessidades de cálcio, de forma a preservar o equilíbrio atingido e ainda para evitar perdas de massa óssea que podem ocorrer ao longo a vida.

No período de menopausa, as mulheres tornam-se mais vulneráveis, já que as alterações fisiológicas e hormonais específicas desta etapa da vida causam perdas de cálcio e, consequentemente, de massa óssea. O leite e outros laticínios ajudam a prevenir doenças como a osteoporose.

Maturidade

Com o envelhecimento ocorrem alterações fisiológicas que acarretam um aumento das necessidades de micronutrientes como vitamina B6, vitamina B12, ácido fólico, cálcio, ferro e zinco.

Para além da diminuição da massa óssea, diminui a massa muscular, por isso é essencial consumir proteínas de elevado valor biológico.

O leite é adequado para os idosos, não só pela riqueza nutricional mas também pela facilidade de ingestão, já que muitas vezes nesta idade há dificuldade em mastigar alguns alimentos.

Existem soluções para aqueles que, com a idade, desenvolvam intolerância à lactose.

Gravidez e lactação

A gravidez e lactação são períodos marcados por alterações no metabolismo do cálcio e pelo aumento das necessidades de vitaminas do complexo B e de iodo. Durante a gravidez, o leite pode ajudar a mãe a obter as doses recomendadas destes nutrientes.

FAQ

O que é um leite especial?

Os leites especiais apresentam adição ou redução de determinados nutrientes ou substâncias, com o objetivo de melhorar a ingestão nutricional e/ou adaptarem-se a necessidades específicas. Atualmente, existem no mercado leites destinados a todas as idades e às diversas exigências físicas e nutricionais.

Qual é a diferença entre alergia e intolerância ao leite de vaca?

A alergia é uma reação adversa do organismo que envolve o sistema imunitário, ou seja, é uma resposta do sistema imunitário a um estímulo externo específico. A alergia ao leite de vaca é pouco comum no adulto, mas frequente no lactente, dada a imaturidade do seu intestino, mais vulnerável a processos de inflamação originados pelas proteínas do leite. Geralmente, esta condição não é definitiva e a criança pode, mais tarde, consumir leite de vaca, seus derivados e produtos que incluam leite de vaca na sua composição. A intolerância à lactose é uma reação adversa do organismo que não envolve o sistema imunitário. Algumas pessoas são intolerantes à lactose, ou seja, têm dificuldade em metabolizar este dissacarídeo presente nos produtos lácteos, devido à ausência ou diminuição da ação da enzima lactase. Quando isto acontece, a lactose permanece no intestino e os microrganismos coliformes fermentam-na, ocasionando desconforto abdominal, flatulência inflamação, diarreia e desidratação. A intolerância à lactose pode surgir em qualquer fase da vida, como resultado temporário de uma infeção ou lesão da mucosa intestinal, mas tende a incidir na idade adulta, quando a atividade da lactase é ausente ou insuficiente, pelo menos na população caucasiana. Como solução para uma digestão mais facilitada, o indivíduo poderá consumir leites com a lactose previamente desdobrada nos seus componentes mais simples - glicose e galactose. Nesta solução, as propriedades nutricionais e o sabor do leite mantêm-se, facilitando o seu consumo regular.

Quantos copos de leite posso beber por dia?

As recomendações de ingestão da Roda dos Alimentos indicam 2 a 3 porções de leite e derivados por dia, que podem ser obtidas com 2 ou 3 copos de leite de 250ml. Esta porção pode variar atendendo às especificidades, fase do ciclo de vida, gosto individual e da quantidade diária ingerida de alimentos equivalentes.

Posso incluir leite num plano alimentar de perda de peso?

Diversos trabalhos de investigação sugerem que a inclusão de produtos lácteos magros em planos alimentares é fundamental para uma perda de peso saudável, ou seja, perda de massa gorda com manutenção de massa muscular. A ingestão regular de cálcio também parece facilitar a oxidação de gordura. Desta forma, o leite e seus derivados são bons aliados para perder peso de forma saudável e equilibrada.

Qual o tipo de leite mais adequado para a fase do ciclo de vida em que me incluo?

O leite de vaca não deve ser consumido nos primeiros 12 meses de vida. Entre os 12 e os 24/36 meses, é desejável a utilização de “leites de crescimento”. Neste período, o leite deverá conter um teor de gordura total ao nível do leite gordo (com ácidos gordos de fácil digestibilidade) e enriquecimento em ácidos gordos ómega 3, devido ao desenvolvimento do sistema neurológico. Após essa idade, poderá optar por leite meio-gordo e a partir da adolescência por leite meio-gordo ou magro. Ressalve-se que na escolha do tipo de leite deve considerar o que melhor se adequa à sua condição fisiológica ou de saúde, pelo que para uma escolha mais adequada deve consultar um nutricionista.

O leite pode ser uma bebida interessante para desportistas?

Vários estudos científicos têm vindo a demonstrar que o leite pode ser visto como uma boa bebida para os desportistas, na medida em que o seu perfil nutricional apresenta tudo aquilo que se pretende para uma eficiente recuperação pós-exercício:

Hidratos de carbono para promover a ressíntese do glicogénio muscular.

Proteínas de elevado valor biológico que aumentam a síntese proteica muscular.

Água (90% do leite) e alguns eletrólitos (sódio, potássio, cálcio) que contribuem para a reidratação após o exercício.

O leite pode ser um magnífico ingrediente para um batido de recuperação, ao qual se podem adicionar outros alimentos como banana, aveia, mel, canela, frutos vermelhos e até suplementos (whey, creatina, ómega 3), todos eles com um papel importante na recuperação muscular e na melhoria da performance desportiva.